Concessionária espanhola venceu o leilão com proposta de R$ 2,9 bilhões e passa a administrar o Aeroporto Internacional do Rio até 2039
O Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, entrou oficialmente em uma nova fase nesta terça-feira, 6 de outubro. A espanhola Aena assumiu a administração do terminal carioca depois da formalização do contrato de compra e venda de ações da concessionária responsável pelo aeroporto.
A empresa havia vencido o leilão realizado em março deste ano com uma proposta de R$ 2,9 bilhões, superando outras concorrentes interessadas na operação.
Com a conclusão do processo, a Aena amplia significativamente sua presença no mercado brasileiro. A empresa passa a administrar 18 aeroportos no país, responsáveis conjuntamente por um fluxo superior a 63 milhões de passageiros por ano.
A concessão do Galeão seguirá até 2039.
Uma mudança importante na estrutura do aeroporto
A transferência de controle também marca a saída da Infraero do quadro acionário do Galeão. A estatal possuía 49% da concessão, enquanto as demais participações estavam nas mãos de empresas privadas.
A nova estrutura foi construída dentro de um modelo de venda assistida desenvolvido para solucionar problemas relacionados à antiga concessão do aeroporto.
Uma das diferenças está no modelo de pagamento ao governo federal. Em vez de uma outorga fixa tradicional, a Aena deverá repassar à União 20% do faturamento anual durante o período restante da concessão.
A empresa também não terá mais a obrigação de construir uma terceira pista que constava do contrato anterior.
O que pode mudar para os passageiros?
A expectativa agora está voltada para a capacidade da nova administradora de ampliar a eficiência do terminal e fortalecer a posição do Galeão como uma das principais portas de entrada internacionais do Brasil.
A própria Aena afirma que pretende concentrar esforços em áreas como eficiência operacional, experiência dos passageiros, transporte de cargas e geração de valor para o Rio de Janeiro.
O momento é particularmente importante para o aeroporto.
Depois de enfrentar anos de dificuldades e redução de movimentos, o Galeão voltou a ganhar relevância na malha aérea brasileira. A recuperação da demanda transformou o aeroporto novamente em um ativo estratégico para o Rio.
A chegada da Aena poderá representar uma nova etapa dessa recuperação, principalmente se a concessionária conseguir ampliar a conectividade internacional e tornar o terminal mais competitivo.
Um aeroporto estratégico para o Brasil
O Galeão não é apenas um aeroporto importante para o Rio de Janeiro. Por sua localização e infraestrutura, o terminal possui papel estratégico na conexão do Brasil com outros países.
A nova administração terá, portanto, o desafio de transformar a recuperação recente do movimento em crescimento sustentável.
Para os passageiros, a expectativa é que isso se traduza em melhores serviços, maior eficiência e, principalmente, mais opções de voos nacionais e internacionais.
Fonte: CNN Brasil / Folha de S.Paulo – C-Level / Aero Magazine.
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