Espaços oferecem ambientes adaptados para passageiros neurodivergentes e ampliam as iniciativas de acolhimento nos terminais brasileiros.
Viajar de avião pode ser uma experiência desafiadora para pessoas que apresentam maior sensibilidade a ruídos, luzes intensas, movimentação constante e outros estímulos comuns em aeroportos.
Para ampliar as condições de acolhimento desse público, os aeroportos de Belém, no Pará, e Salvador, na Bahia, passaram a contar com salas multissensoriais. A iniciativa busca oferecer ambientes mais controlados para passageiros neurodivergentes, incluindo pessoas com transtorno do espectro autista (TEA).
Segundo informações divulgadas pelo portal AEROIN, a expansão elevou para 23 o número de espaços desse tipo em 20 terminais brasileiros.
Como funcionam as salas multissensoriais?
Esses ambientes são projetados para oferecer estímulos de maneira organizada e controlada, permitindo que os usuários encontrem um espaço diferente das áreas mais movimentadas dos terminais.
Entre os recursos citados na estrutura de Belém estão tubos de bolhas luminosas, balanço adaptado, pufes, piscina de bolinhas e poltronas.
A sala fica na área de embarque, em frente ao portão 3, e foi anunciada com funcionamento 24 horas por dia.
O ambiente também conta com um painel integrado às informações do aeroporto, permitindo que os passageiros acompanhem os voos sem precisar permanecer o tempo todo expostos aos anúncios sonoros do terminal.
Em Salvador, o espaço integra o Programa Lumi e fica na área restrita próxima aos portões 18 a 26. O horário divulgado é das 8h às 22h.
Acessibilidade vai além da infraestrutura física
Quando se fala em acessibilidade aeroportuária, é comum pensar em rampas, elevadores, sinalização e instalações adaptadas para pessoas com mobilidade reduzida.
Entretanto, a inclusão também envolve as necessidades sensoriais e de comunicação de diferentes passageiros.
Ambientes lotados, avisos sonoros frequentes e mudanças inesperadas podem tornar a experiência aeroportuária mais difícil para algumas pessoas neurodivergentes.
A disponibilização de espaços específicos oferece uma alternativa para quem precisa de um ambiente com estímulos mais controlados durante parte da jornada.
Isso não significa que todas as pessoas neurodivergentes tenham as mesmas necessidades ou que uma sala multissensorial resolva todas as dificuldades. A utilidade do espaço depende das características individuais de cada passageiro.
Uma viagem mais acolhedora para as famílias
A ampliação dessas estruturas representa um passo importante para tornar os aeroportos mais preparados para receber passageiros com diferentes necessidades.
A acessibilidade efetiva, porém, depende também da capacitação das equipes, da comunicação clara, do respeito às particularidades de cada pessoa e da disponibilidade de informações antes da viagem.
Com a implantação das salas em Belém e Salvador, a iniciativa ganha importância especial para o Norte e o Nordeste, ampliando as opções de acolhimento em dois aeroportos relevantes para a conectividade regional e nacional.
Fonte: AEROIN

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