Autoridade americana conclui que problema identificado em determinados 737 MAX não representa ameaça imediata à segurança de voo
O futuro do Boeing 737 MAX 10 ganhou um novo capítulo nos Estados Unidos. A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) concluiu a avaliação de uma falha de software identificada em determinados sistemas da família 737 MAX e considerou que o problema não representa uma ameaça à segurança de voo.
A conclusão é importante para a Boeing porque o MAX 10, maior integrante da família 737 MAX, ainda depende de etapas regulatórias antes de receber sua certificação definitiva e entrar efetivamente no mercado.
O episódio, entretanto, mostra mais uma vez o nível de rigor empregado pelas autoridades quando uma nova aeronave comercial está próxima de ser certificada.
O que está sendo analisado?
A questão envolve um sistema eletrônico responsável por determinadas funções relacionadas ao gerenciamento da aeronave.
Em situações específicas, uma falha de software poderia provocar informações incorretas ou exigir que determinados sistemas atuassem de maneira diferente da prevista.
A FAA avaliou o comportamento do sistema e concluiu que o problema identificado não representa, nas condições analisadas, uma ameaça à segurança operacional.
Isso não significa que a questão tenha sido simplesmente ignorada.
Na aviação comercial, mesmo uma falha considerada de baixo risco pode resultar em mudanças de software, procedimentos adicionais ou exigências específicas antes que uma aeronave seja liberada para operação.
Por que o MAX 10 é tão importante para a Boeing?
O 737 MAX 10 é a maior versão da família MAX e foi desenvolvido para transportar mais passageiros do que os demais modelos da linha.
A aeronave deverá disputar principalmente um mercado ocupado por aviões de corredor único de maior capacidade, oferecendo às companhias uma alternativa para rotas com grande demanda sem a necessidade de utilizar uma aeronave de fuselagem larga.
O desenvolvimento do modelo, porém, sofreu atrasos relacionados principalmente ao processo de certificação.
A Boeing precisa demonstrar às autoridades que o avião atende a todos os requisitos de segurança antes de receber a autorização definitiva para transporte comercial de passageiros.
GOL está entre as companhias que aguardam o novo avião
No Brasil, o processo também interessa diretamente ao mercado.
A GOL Linhas Aéreas possui pedidos para o 737 MAX 10 e está entre as companhias que poderão utilizar o modelo quando ele estiver certificado e disponível para entrega.
A chegada do novo avião poderá ampliar a capacidade da empresa em determinadas rotas, especialmente aquelas em que a demanda é alta, mas não necessariamente justifica a utilização de uma aeronave maior.
Para os passageiros, a mudança pode passar despercebida: por fora, o MAX 10 mantém a aparência característica da família 737. Entretanto, pequenas diferenças estruturais e de capacidade fazem dele uma aeronave importante dentro da estratégia futura da Boeing e de seus clientes.
Certificação ainda é o próximo grande passo
Apesar da avaliação positiva da FAA sobre o software, o caminho até a entrada em serviço ainda envolve diversas etapas.
A certificação de uma aeronave comercial exige testes, análises de sistemas, avaliações de desempenho, documentação e demonstração de conformidade com os requisitos estabelecidos pelas autoridades aeronáuticas.
Por isso, a conclusão sobre o software representa apenas uma parte do processo.
O MAX 10 é observado de perto pela indústria justamente porque sua certificação marcará a conclusão de uma longa etapa de desenvolvimento e permitirá à Boeing ampliar a família 737 MAX em um segmento estratégico do mercado de aviões de corredor único.
Enquanto isso, companhias aéreas e fornecedores acompanham o processo aguardando uma definição sobre os próximos passos.
Para a Boeing, cada avanço regulatório representa uma etapa a menos até a chegada do maior 737 MAX às operações comerciais.
Fonte: AIRWAY, FAA e informações do setor aeronáutico. AIRWAY – Últimas Notícias

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