Fabricante norte-americana alcançou seu maior volume mensal de entregas em 2026 até setembro, enquanto a família 737 MAX permaneceu como destaque comercial.
A Boeing entregou 57 aeronaves comerciais em setembro de 2026 e registrou 165 novos pedidos brutos no mesmo mês. Os números foram divulgados em 13 de outubro e mostram a evolução das atividades comerciais e industriais da fabricante norte-americana.
O volume de entregas superou as 51 aeronaves de agosto e as 55 entregues em setembro de 2025. Foi também o maior resultado mensal da Boeing em 2026 até aquele momento.
Entre os fatores que contribuíram para o desempenho comercial está uma encomenda de 100 aeronaves 737 MAX pela Turkish Airlines.
737 MAX concentra a maior parte das entregas
Das 57 aeronaves entregues em setembro, 43 pertenciam à família 737 MAX. A Boeing também entregou oito unidades do 787 Dreamliner, quatro aeronaves 767 e dois cargueiros 777.
O 737 MAX ocupa uma posição central na estratégia da fabricante, atendendo principalmente ao mercado de aeronaves de corredor único utilizadas em rotas domésticas e internacionais de curta e média distância.
O 787 Dreamliner, por sua vez, atende ao segmento de longo curso e é utilizado em operações intercontinentais.
Carteira de pedidos permanece elevada
Ao final de setembro, a Boeing tinha uma carteira oficial de 6.371 aeronaves comerciais. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, a empresa havia entregado 475 aviões, ante 440 no mesmo período de 2025, um crescimento de aproximadamente 8%.
Uma carteira robusta oferece visibilidade de demanda para os próximos anos, mas também exige capacidade industrial, controle de qualidade e uma cadeia de fornecedores capaz de sustentar o ritmo de produção.
Os pedidos anunciados não se transformam imediatamente em receita: as aeronaves precisam passar pelas etapas de fabricação, preparação e entrega aos clientes.
Boeing e Airbus seguem disputando o mercado
A Boeing continua competindo diretamente com a europeia Airbus, sua principal rival no mercado de aviões comerciais.
Em setembro, a Airbus entregou 72 aeronaves, superando as 57 entregas da fabricante norte-americana. Em contrapartida, a Boeing registrou um volume maior de pedidos brutos naquele mês.
Os resultados mensais, entretanto, podem variar de acordo com o calendário de contratos e entregas. Uma avaliação mais ampla da concorrência exige observar os números acumulados do ano, os cancelamentos e a capacidade de produção das duas fabricantes.
O desempenho de setembro mostra que a Boeing continua buscando ampliar suas entregas e atender à demanda de companhias aéreas que precisam renovar ou expandir suas frotas.
Fonte: Reuters e AERO Magazine

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