Imagine sair da Zona Sul de São Paulo e chegar ao Aeroporto Internacional de Guarulhos em aproximadamente 12 minutos. A viagem, que atualmente pode consumir de uma a duas horas de carro dependendo do trânsito, poderá ganhar uma nova alternativa nos próximos anos.
A projeção foi apresentada pela Eve Air Mobility, empresa do grupo Embraer, durante discussões realizadas com representantes do Ministério de Portos e Aeroportos, da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e da própria Eve.
A proposta envolve os chamados eVTOLs, aeronaves elétricas capazes de realizar pousos e decolagens verticais. Apesar do apelido popular de “carros voadores”, trata-se de aeronaves que deverão operar dentro de regras específicas da aviação civil.
Segundo as previsões apresentadas no encontro, as primeiras operações comerciais no Brasil poderão começar a partir de 2028, após a conclusão dos processos de certificação.
Mas colocar essas aeronaves no céu brasileiro exige muito mais do que certificar o veículo. O país também precisará estruturar vertiportos, sistemas de recarga, fornecimento de energia, procedimentos de segurança e integração dos eVTOLs ao controle do tráfego aéreo.
A discussão mostra que a próxima transformação da aviação brasileira talvez não esteja apenas nos grandes aeroportos. Ela poderá acontecer também dentro das próprias cidades, criando uma nova camada de mobilidade aérea para trajetos curtos.
O futuro dos “táxis aéreos elétricos” ainda depende de etapas técnicas e regulatórias, mas o planejamento para sua chegada ao Brasil já está em andamento.
Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos.
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